Por: Marluce de Castro Almeida Monteiro Nunes

pokemon-go-horzA febre do momento “Pokemon Go” trouxe uma grande movimentação entre as pessoas, principalmente entre  jovens e adolescentes.

O jogo forçou uma  interatividade com  os ambientes e exigiu  do adolescente, que antes optava pelo confinamento, um deslocamento, fazendo com que ele  saia de sua zona de conforto, se aventurando pelas ruas e espaços  em função de uma caçada. Abaixo o sedentarismo.

Ponto para o jogo.

Os celulares são alvo de grande preocupação por parte dos pais e das escolas, pois comprometem os estudos de adolescentes que não conseguem se organizar e não desgrudam do aparelho. Com o aplicativo “Pokemon Go”, essa realidade ganha uma proporção desmedida, pois os muros da escola, antes uma barreira para os celulares, agora são transpostos e o adolescente tem nesse espaço, pontos de Poke Stops, onde se abastecem  das pokebolas e de outros itens.

Resta aos professores mais esse desafio… Podemos dizer que se estabeleceu mais uma concorrência desleal para os educadores que terão que buscar nesse aplicativo formas pedagógicas de ensino aprendizagem para essa geração que deseja aproveitar todos os recursos que a tecnologia os oferece.

Além do mais, será necessário que esses mesmos professores também saiam de sua zona de conforto, buscando alternativas para que seus alunos apliquem no dia a dia escolar, essa mesma paixão pelo Pokemon Go.

Cabe ainda rever o uso do celular dentro das instituições de educação, transformando-o em ferramenta de ensino deixando de ser visto pelos alunos como veículo que proporciona a participação nas redes sociais.

Será que poderemos dizer que esse Pikachu, velho conhecido, contribuirá para rever as relações que na maioria virtuais, agora com esse empurrãozinho, se tornarão parte de uma “realidade aumentada”?

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