PERU: mais que um país, uma experiência única!

Por: Fabrício Azevedo

Joana Lobato, Emerson Morais, Will, Leo, Fabricio Azevedo, Maria Inêz Madeira e Fábio Barbosa em Machu Picchu

Joana Lobato, Emerson Morais, Will, Leo, Fabricio Azevedo, Maria Inêz Madeira e Fábio Barbosa em Machu Picchu

Apesar de não ser um destino muito convencional, até mesmo, em plano pessoal, não ser do estilo que mais me interessa, viajei, acompanhado de 4 amigos para o Peru (Maria Inêz Madeira, Joana Lobato, Fábio Barbosa e Emerson Morais).

E quando se fala no país, imediatamente nos vem à memória, Machu Picchu, a cidade inca perdida.

E sim, esse seria, inevitavelmente, o principal destino da viagem.

Decidimos esticar a viagem e ficar 4 dias na capital Lima, dois dias na cidade de Cusco e dois dias no vilarejo Águas Calientes (localidade mais próxima de Machu Picchu).

Adianto que vale a pena. Vale muito. Mas é uma viagem difícil. Faz-se necessário várias conexões e nós, que moramos em Lagoa ainda temos, naturalmente que nos dirigirmos até o aeroporto de Confins, em BH.

E a saga começa assim: ida para BH, depois voo para São Paulo, de São Paulo para Lima e de Lima para Cusco. Essa foi a primeira etapa. Uma vez em cusco, é necessário pegar um trem até Águas Calientes e finalmente, de Águas Calientes, pegar um ônibus (único meio de transporte do local) até Machu Picchu.

Ufa! Feito isso, destino concluído.

Agora vamos à viagem e sim, com dicas, comentários e sugestões.

Resolvi escrever esta coluna com o maior número de detalhes possíveis, visto que muita gente se interessa pelo destino e isso pude concluir na enorme repercussão que obtive pelas redes sociais.

Vou começar, comentando sobre o custo da viagem, que não é barato, principalmente se comparado às demais capitais sul e latino-americanas.

A viagem fica bem mais cara que Buenos Aires (Argentina) e Santiago (Chile), que são os principais destinos dos brasileiros. Uma viagem de 7 noites, não fica com passeios oficiais, hotel, alimentação e passagem, por menos de R$ 7.000,00. Pode-se até fazer com um custo um pouco menor e claro, bem maior, caso a opção seja por hotéis e restaurantes de luxo.

Fabrício Azevedo em Machu Picchu

Fabrício Azevedo em Machu Picchu

Ceviche, o prato mais tradicional do país

Ceviche, o prato mais tradicional do país

Algumas observações:

01- A simpatia do povo peruano, desde taxistas, vendedores, garçonetes, enfim, de todos em avaliação geral.
02- A limpeza de Miraflores e do centro de Lima. Uma beleza.
03- A elaboração dos pratos, desde restaurantes simples até os sofisticados. Todos dão uma atenção especial à apresentação.
04- O preço dos táxis é muito, muito barato, mas os carros são velhos, principalmente em Cusco.
05- Existem muitas opções de compras de artesanato, roupas e souvenirs. Não são baratos, mas vale a pena algumas “comprinhas”.
06- A moeda é mais forte que a nossa. Cada real vale, em média, 0,80 centavos de Soles (moeda local).
07- Não deixe de fazer tudo o que é indicado para evitar problemas com relação à altitude de Cusco. Há muitos relatos de gente que não aproveitou a viagem porque não seguiu as regras.
08- Nesta época do ano, está bem frio. Leve um bom agasalho, mas se preferir, dá para comprar roupas por ótimos preços na região central de Lima.
09- Leve um tênis para caminhada. A subida a Machu Picchu exige um calçado mais confortável para facilitar as trilhas, basicamente, de pedras.
10- Tire fotos. Muitas. O Peru é um cenário natural.


Sobre Lima

Larcomar: Shopping em plena rocha e de frente para o Pacífico

Larcomar: Shopping em plena rocha e de frente para o Pacífico

Bamboo’s: Restaurante espetacular em Lima

Bamboo’s: Restaurante espetacular em Lima

Localizada às margens do Oceano Pacífico, é uma cidade linda. O melhor bairro para turistas é Miraflores. Foi neste bairro que nos hospedamos, em um hotel próximo duas quadras da praia e do principal centro turístico do bairro, o sensacional Shopping Larcomar. É um shopping com área externa e interna. Nele, dezenas de ótimos restaurantes e uma vista de tirar o fôlego. O shopping foi construído encrustado em rochas com uma vista espetacular para o mar e para as montanhas rochosas que circundam todo o bairro. Perto dali há saltos de parapentes e sobre nós, na área externa, os pilotos dão show acrobáticos, passando, por vezes, a poucos metros das janelas e varandas dos restaurantes.

Neste shopping se encontra de tudo: as melhores lojas, lojas de turismo, restaurantes e bares, cinemas, academia, enfim… uma beleza!

Mas é claro que não devemos viajar para ir a shoppings, mas este é além de inevitável, totalmente diferenciado. Assim, vale muito a pena.

Em frente a ele tem um belo cassino instalado no hotel Marriot. E na cidade existem vários outros cassinos. Para quem gosta de jogo e do ambiente, não faltam opções.

Lima tem praças incríveis, centros culturais e centro comercial. Imperdível visitar as praças e mais imperdível ainda é o show das águas que acontece em uma praça fechada, no centro da cidade.

A culinária é ótima e os principais pratos típicos são encontrados por todo lado.

No lindo restaurante Bamboo’s, localizado no Shopping Larcomar (foto), você encontra quase todos eles e uma enormidade de outros, além de coquetéis maravilhosos.

Por lá degustei o tradicional “Ceviche” que além de delicioso é montado de forma a receber aplausos!

Degustei a carne de Alpaca e também truta, que está por todos os lados e em grande variedade.

A bebida tradicional é o Pisco, uma espécie de cachaça de uva que pode ser consumida pura, em pequenas doses ou como PiscoSour, um coquetel que usa as mais diferentes frutas.

Uma ciclovia atravessa a orla de Miraflores (do alto das montanhas rochosas) e na praia, que não tem areia e sim pedras, existem vários piers com lojas e restaurantes. Existem na região, várias lojas para locação de bikes e de patins.

Aos mais corajosos, o salto de parapente custa em torno de 250,00, com direito à fotos e filmagem da aventura.

Lima vale a pena, por pelo menos três dias. Sem contar que a limpeza da cidade é de chamar a atenção, principalmente nas regiões que citei.

De Lima, deve-se pegar avião para Cusco. O voo é de pouco mais de uma hora.

Parapente: Esporte radical que enfeita o céu da capital peruana

Parapente: Esporte radical que enfeita o céu da capital peruana

Parque das Águas em Lima

Parque das Águas em Lima


 

Sobre Cusco

A visão do trem é para cenários exuberantes

A visão do trem é para cenários exuberantes

O trem oferece conforto entre Cusco e Machu Picchu

O trem oferece conforto entre Cusco e Machu Picchu

A altitude da cidade chega a ser preocupante, mas se tomadas as devidas precauções, tudo transcorre bem.

Nos prevenimos de todas as formas: tomamos no avião de Lima até Cusco, um comprimido que ativa a circulação sanguínea (não leitor, não é o famoso Viagra!) Ao chegarmos ao aeroporto já mascamos as folhas de coca e também ingerimos o chá de coca, tanto no aeroporto, quanto no hotel, por várias vezes. É necessário ter menos pressa para não sermos pegos com cansaço, taquicardia, vômitos, tonteiras e até desmaios. Nenhum de nós teve nada. Mas alerto: fomos precavidos e não cometemos excessos.

O principal local da cidade é a Plaza de Las Armas. É lá que tudo acontece: bares, restaurantes, centros culturais, igrejas… tudo muito bonito e que vale a pena ser conferido.

O bar mais descolado é o Mamma África que oferece lounge com djs e outro ambiente com aulas de danças típicas. Mas ele foge ao estilo e tradição locais. Bom também é conferir os ambientes típicos.

Também é importante se hospedar perto da praça, afinal, não podemos cometer excessos físicos. Lembrando: Cusco está a 3.400 metros de altitude.

Não recomendo que a estada na cidade seja prolongada. Bom é chegar um dia antes de viajar para Águas Calientes e no retorno, também ficar somente um dia.

De fato, a preocupação com o bem estar na cidade incomoda e não há porque ficar mais tempo do que isso por lá.

De Cusco para Águas Calientes, as únicas formas de se ir são à pé (que os mochileiros adoram) ou por trem. Fomos de trem. Vale a pena. O trem é lindo e a paisagem nas três horas de viagem é deslumbrante. Atravessamos plantações, áreas de quase deserto, área de floresta e montanhas com o topo coberto de neve. Há serviço de bordo, show de dança típica e até mesmo, desfile de moda com peças de roupas em alpaca (tecido em lã , cara e disputada).


 

HISTÓRIA DE CUSCO

História de CuscoCusco é, provavelmente, uma das cidades peruanas mais conhecidas no exterior. Não porque se trate de uma metrópole, na verdade não há mais que 300.000 mil habitantes nesta cidade que também é a Capital de uma província e de uma região homônimas. O grande reconhecimento internacional de Cusco se dá pela sua riqueza histórica e cultural.

Segundo alguns achados arqueológicos, a região do Vale Urubamba, onde Cusco está situada, é habitada desde o terceiro milênio antes de Cristo. Entretanto, os estudos mostram que a primeira vez em que se estabeleceu um sistema comunitário com instituições sociais e grandes obras de irrigação (o que demonstra a existência de um estado), algo que podemos chamar de cidade, aconteceu no século XI AC, ainda no período da cultura Killke.

Porém, os tempos áureos de Cusco chegam sob o Império Inca, do qual a cidade foi capital por vários anos. O projeto urbanístico de Cusco parece ter imitado as formas de um puma, dividindo a cidade em duas partes: urin e hanan. Para a sua construção, foi necessário canalizar dois rios que passaram contornavam a cidade.

Após a morte do Sapa Inca Parachuti (imperador que, segundo a lenda, fundou a cidade) a posse dos territórios que formavam Cusco era de alguns senhores que tinham a obrigação de fortificar as suas áreas. Depois da morte desses senhores, a posse passava para seus filhos, mas a administração das terras era feita por um grupo de parentes do antigo dono. As marcas do período Inca ainda são visíveis no Folclore e nas construções da cidade. Mesmo depois de um período de espoliação pelos colonos espanhóis, tanto a cultura como a arquitetura de Cusco ainda sobrevivem em nossos dias. Com certeza, o lugar mais conhecido da região de Cusco é a histórica residência de inverno do Sapa Inca: Macchu Picchu. Este complexo cultural único faz do turismo a principal atividade econômica da cidade.

Além das belezas que a história construiu na cidade, os visitantes encontram uma lugar que, por conta da altitude (Cusco está situada a 3.300 metros do nível do mar) apresenta ar rarefeito e uma grande variação térmica: a máxima temperatura pode chegar a 22°C durante o dia enquanto e a mínima chega a –1°C durante a noite. Além disso, o índice pluviométrico da região não é dos mais altos – em meados do ano (entre maio e setembro) chega a chover apenas 5mm por mês.

O clima seco não afastou o conquistador espanhol Frâncisco Pizarro, que em 1534 dominou a cidade e a chamou de “a grande e nobre cidade de Cusco”, mantendo assim o nome indígena que significava umbigo (devido ao fato de Cusco ser um ponto central para os Incas).

Em cima das construções Incas, foram construídos templos, igrejas, palácios e mansões para os colonizadores espanhóis. Assim, boa parte das construções antigas foram sobrepostas por construções da cultura hispânica.

A cusco moderna recebe seus turistas pelo aeroporto internacional Alejandro Velasco Astete e oferece pratos ricos em pimenta e dá a possibilidade de passear pelos seus pontos turísticos: Plaza de Armas, a Catedral, a Iglesia del Triunfo, a Compañía de Jesús (do século XVI, construída sobre o antigo palácio Inca Huayna Capac), as Igrejas de San Blas o de La Merced, e seus muitos museus.


Sobre Águas Calientes

Pitorescos bares em Águas Calientes

Pitorescos bares em Águas Calientes

O vilarejo é extremamente simpático. Por lá, não há carros, táxis nem motos. A única forma de locomoção é “à pé”. Mas dá para se visitar as estreitas ruas e praças caminhando. Há dezenas de restaurantes. Praticamente todos muito simpáticos, aprazíveis e com ótima comida.

No desembarque de trem, temos que passar por dentro de uma feira, muito limpa e charmosa. E nela, se pode comprar de tudo.

Os turistas dominam o povoado e os moradores nativos, boa parte composta de indígenas são muito simpáticos e atenciosos. Reconheço que incomodam um pouco oferecendo produtos e tentando nos levar para seus restaurantes. Mas há que se relevar.

Recomendo duas noites por lá. Vale a pena. E de preferência, se hospedar em um hotel de frente para o rio cheio de pedras que atravessa a região.

E de Águas Calientes para Machu Picchu pode-se ir caminhando (mas somente para quem tem muito, muito preparo) ou de ônibus oficial.

O preço do trem para Águas é de cerca de 700,00 (ida e volta), o ingresso para o parque, cerca de 150,00 e o ônibus que leva até o parque, cerca de 100,00.

E a partir do momento que se pega o ônibus para ter acesso a Machu Picchu, já começa a emoção. E haja emoção. A estrada estreita e de pedras passa próxima a abismos enormes, e quanto mais se sobe, mais impressionante fica a paisagem e… os abismos!

Esse trajeto dura cerca de 20 minutos e nem sei o que dá mais adrenalina: o medo das alturas ou a iminência de chegar à cidade dos Incas.

Chegando em Machu Picchu é inevitável o suspiro.

A vista é singular! Impressionante! E o lugar realmente parece mágico.

Ficar por horas andando por entre as ruínas é sensação singular. As horas passam como minutos e mesmo tendo que subir uma pequena trilha e algumas (ou muitas escadas), dá para se fazer tudo sem sofrimentos maiores.

Sofrimento que é totalmente suprimido pela beleza e mistério do local.

Turistas do mundo inteiro, desde idosos e de jovens se aglomeram nas galerias e nos olhos de todos, o reflexo da emoção de estar em um lugar tão especial.

Este foi um resumo em opinião particular.

Nos boxes, matérias que são reproduções de sites especializados sobre a história de Cusco e de Machu Picchu.

E como sempre avalio as matérias sobre turismo, a minha sobre o Peru é: Vá! Sem dúvida, vá que você terá gratas surpresas e uma experiência única. Nota 10. Sem restrições.

De vários hotéis a vista é para o rio que corta Águas Calientes

De vários hotéis a vista é para o rio que corta Águas Calientes


 

Machu Picchu, a cidade perdida dos Incas

Machu Picchu, também chamada “cidade perdida dos Incas”, é uma cidade pré-colombiana bem conservada, localizada no topo de uma montanha, a 2400 metros de altitude, no vale do rio Urubamba, atual Peru. Foi construída no século XV, sob as ordens de Pachacuti. O local é, provavelmente, o símbolo mais típico do Império Inca, quer devido à sua original localização e características geológicas, quer devido à sua descoberta tardia em 1911. Apenas cerca de 30% da cidade é de construção original, o restante foi reconstruído. As áreas reconstruídas são facilmente reconhecidas, pelo encaixe entre as pedras. A construção original é formada por pedras maiores, e com encaixes com pouco espaço entre as rochas.

Consta de duas grandes áreas: a agrícola formada principalmente por terraços e recintos de armazenagem de alimentos; e a outra urbana, na qual se destaca a zona sagrada com templos, praças e mausoléus reais.

A disposição dos prédios, a excelência do trabalho e o grande número de terraços para agricultura são impressionantes, destacando a grande capacidade daquela sociedade. No meio das montanhas, os templos, casas e cemitérios estão distribuídos de maneira organizada, abrindo ruas e aproveitando o espaço com escadarias. Segundo a histórica inca, tudo planejado para a passagem do deus sol.

O lugar foi elevado à categoria de Património mundial da UNESCO, tendo sido alvo de preocupações devido à interacção com o turismo por ser um dos pontos históricos mais visitados do Peru.

Há diversas teorias sobre a função de Machu Picchu, e a mais aceita afirma que foi um assentamento construído com o objetivo de supervisionar a economia das regiões conquistadas e com o propósito secreto de refugiar o soberano Inca e seu séquito mais próximo, no caso de ataque.

Pela obra humana e pela localização geográfica, Machu Picchu é considerada Patrimônio Mundial pela UNESCO.


 

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