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Reflexões do Cumpade Zenilto: Peixe, um bicho complicado.

Prezados leitores de minha coluna: li este artigo, achei muito bacana e por isso repasso a todos. Ele é assinado por por Álvaro Falcão, seguidor de São PedroEspero que gostem!


 

prefeitoDe todas as criação, eu acho o peixe o mais probremático.
Prá começar, a casa dele. Onde já se viu querer morar dendágua?
No verão, até que dá prá concordar, deve ser bão ficar refrescado o tempo todo, mas, no inverno, deve ser um frio disgramado!  Se aqui fora, no seco, já é gelado, imagina no moiado! E quando chove?  E aquela enxurrada de barrela toda que corre pros rio e lagoa, que escurece as água. Os coitado num enxerga um palmo na frente do nariz, mesmo  num tendo nariz prá cheirar; porcaus disso é que o Home lá de cima deu bigode prá uns deles, pro bigode ir na frente e esbarrar nas pedras, antes dele quebrar as fuças nas ditas cujas. É pur isso quiocê só pega peixe de bigode nas enchente; os que num tem fica tudo recolhido dibaxo das pedra.
Isso sem falar na comida, que é outro pobrema. Peixe só come comida fria, porque ele num vive em água quente, senão ele morria cozinhado. As variação da boia é de pouca escolha: ou come os irmão menor dele, lodo, planta de água e um ou outra fruita ou bichim avoante que cai nágua e ele traça. O peixe lava a égua é quando tem voação de cupim e de tanajura; é uma fartura  de comida boiando nágua, só esperando os peixe dar as bocadas.
Como si num bastasse, é um bicho danado prá atazanar a vida dos marido, que fica com os ouvido intupido de reclamação das muié deles, quando eles sai prá pescar com os amigo. Se o moço falar em ir pescar, as muié já começa a dar bronca, uma falação sem fim que, se o vivente num tiver muito gosto por pescá , o sujeito inté largava de mexer com o que era a sagrada profissão de São Pedro. Inté hoje, adispois de pescá cinquenta anos, num sei mermo o que passa na cabeça delas; no normal,  elas toda pensa que os sujeito vão é prá esbórnia, beber e mexer com muiezada de bêra de rio. O que elas num sabe é que a cumpanherada gosta mesmo é de tomar umas canas, cervejada, dar risada e contar mentira, sendo que essas úrtima são as ação mais praticada.
E na vorta da pescada? Se num traz peixe, vai ficar surdo com o nhén nhén nhén de que foi só prá gandaia, por isso num pescô nadinha. Se traz peixe é outro pobrema, maior ainda: vai ouvir a ladainha que a roupa voltou imunda, que vai ficar encardida, que a casa tá fedendo peixe, que a água que escorreu da caixa de gelo tá fedendo o quintal, que fica escama de peixe pregada nos azulejo da cozinha até treis méis adispois da pescaria, o a lata do lixo tá cheirando mal porcaus dos resto de peixe, que a geladeira tá fedendo porque o congelador tá intupido de peixe… e por aí vai.
Apesar das complicação, o bicho dá é muita alegria prá nós, os home. Só de programar a pescada, já é como já estar na bêra do rio. Telefona prá cá, reunião prá lá, discussão de lugar e de preço, como chegá no pesqueiro, a mió época do ano, documentação, a formação das dupla de pescador pros apartamento da pousada ( porque tem a turma que ronca… e tem que botar eles junto).  Programá como chegar cedim no aeroporto ou na rodoviária, contratá as van prá levar a tralha, – já que nenhum taxi consegue e as muié,,, nem pensá! – o roteiro da apanha dos cumpanhêro de acordo com os endereço, programar a cervejada nas escala, mesmo pagando latinha de cerveja a dez paus …  
E a arrumação da tralha? A gente compra vara,  linha, carretilha, molinete, chumbada, anzol, isca artificial a vida toda… mas tá sempre fartando arguma coisa. É um tar de ir prá casa de pesca comprar mais um negocim, que não acaba. Pescador nas casa de material de pesca é igual minino em loja de brinquedo. É uma compração danada, passa a vida aumentando a tralha e, nos finalmentes,  num usa dez purcento do que tem. Pelo menos as muié deles pode abrir um museu da pesca, quando eles morrê, se elas num imbarcá primêro.
Pois é, sô! Peixe é mermo um bicho complicado e que dá nó na vida da gente… mas é bão dimais!
 
*Acho que exagerei: seguidor só na profissão, viu?

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