Heloísa Helena Resende de Castro

Por: Fábio Barbosa

Formação: Ciências Sociais
Empresária

Heloísa Helena Resende de Castro é uma mulher de fibra. Lagopratense, filha de Elza Ferreira Resende e Paulo Luiz Resende, foi criada na fazenda da família e veio para a cidade quando iniciou os estudos. A mudança de ambiente transformou a vida da menina que, pela primeira vez assistiu a televisão, uma novidade tecnológica da época. Mas foram as amizades que fizeram com que as crianças da vizinhança marcassem a sua infância, afinal iniciava ali uma trajetória repleta de amigos e bons momentos. Heloísa Helena Resende de Castro é uma mulher de fibra. Lagopratense, filha de Elza Ferreira Resende e Paulo Luiz Resende, foi criada na fazenda da família e veio para a cidade quando iniciou os estudos. A mudança de ambiente transformou a vida da menina que, pela primeira vez assistiu a televisão, uma novidade tecnológica da época. Mas foram as amizades que fizeram com que as crianças da vizinhança marcassem a sua infância, afinal iniciava ali uma trajetória repleta de amigos e bons momentos.  Estudou no jardim de infância na Dona Tilosa, depois passou pela Escola Jacinto Campos, Escola Estadual Virgínio Perillo e concluiu o ensino médio no Colégio Nossa Senhora de Guadalupe. Muito ligada à família, decidiu que ficaria sempre próxima, por isso se formou em Ciências Sociais em Divinópolis (MG). Passou em um concurso público e se tornou professora, mas o que realmente lhe conquistou foi a dança. “Tive minha primeira academia nos anos 1980, que se chamava Fisicalmente. Foi na época que começaram as academias, tudo era voltado para a ginástica e o jazz”, conta Heloísa, que em 1989 se casou e teve três filhos: Rafaela, Paula e Pedro. Após fechar a primeira academia, retornou ao mesmo negócio em 1996, em sociedade com uma ex-aluna. “Criamos a RH Núcleo de Dança e, com essa, nós viajamos muito e participamos de vários festivais. Foi uma experiência muito boa. Era cultura e trabalhar com cultura é muito bom. E dança você trabalha muito com sentimentos. A arte do tato é muito boa. Divulgamos muito Lagoa da Prata naquela época. Trabalhar com crianças e jovens foi ótimo”, lembra.  Apesar de ter vivido boa parte de sua vida na cidade, Heloísa não deixou a paixão pelo campo. “A terra é o meu meio, eu preciso do cheiro da terra. Tem dias que minha energia acaba. E lá vou eu sentir um pouco do cheiro da terra para recarregar. Meus filhos fazem a mesma coisa, na busca de energia, a terra reabastece! Sou de andar a cavalo, mexer com gado, ir para dentro do curral. Está no sangue”, revela a empresária, que em 2015 resolveu ampliar seus negócios criando o Villa Beef. “Abastecíamos os açougues da região, então pensei que nós poderíamos fechar este ciclo. Daí veio a ideia de montar a empresa, uma boutique de carne. E está dando super certo. A nossa proposta é facilitar a vida das pessoas. É um produto diferenciado, onde manufaturamos, estamos entregando praticamente pronto para os clientes”, destaca. Heloísa também se destaca nos leilões de gados leiteiros, onde a sua marca é conhecida e respeitada no país. Formadora de opinião na cidade, ela tem um senso político e social aguçado, característica que considera importante, pois no atual cenário brasileiro as pessoas evitam se envolver ou falar neste tema. “Existem caminhos para o nosso país, por mais que sejam difíceis e que ainda não consigamos enxergá-los, eles existem. Por ser formada em Ciências Sociais eu não posso deixar de ver a importância da política na vida da gente. Nós demos espaços para quem está aí ocupar. Precisamos assumir nossa posição de cidadãos e reconhecer a importância da política através do voto. E começar a saber escolher quem irá nos representar” ressalta a empresária, que lembra ainda que existem pessoas idôneas e de bem querendo mudar o país.  Heloísa revelou ainda em nossa conversa um especial carinho por Lagoa da Prata. “Eu amo Lagoa da Prata. Já morei em algumas outras cidades, mas aqui é uma cidade aberta, de gente receptiva. E isso nos torna mais abertos para a vida. Em Lagoa a gente vive intensamente, temos um povo intenso. Talvez seja pelo espaço físico, por ser uma cidade aberta, plana e nova”, fala com orgulho a empresária, que atualmente diz precisar desacelerar um pouco e viajar mais, seguindo o lema que a acompanha a vida toda “É preciso saber viver”, dos Titãs.

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