Guiomar Lima Sampaio

Guiomar Lima Sampaio, nasceu em Visconde do Rio Branco, MG, na Zona da Mata, em 02 de maio de 1911.

Filha de Jocelyn Fernandes Lima, dentista, e Elmira Pereira Lima.

Teve uma infância tranquila, entre a sua cidade natal e a fazenda dos avós em Guarani/MG, de onde tirou inspiração para escrever o livro a “A Montanha Encantada.”

Aos 14 anos foi estudar no colégio “Sacre Coeur da Marie”, de Ubá/MG, onde aprendeu francês, língua que falava fluentemente.

Formou-se aos 17 anos e começou a lecionar na escola de primeiro e segundo grau de sua terra. Por essa época já mostrava sua tendência para a língua portuguesa.

Depois começou a tocar instrumento, piano e violão, que já estudava desde criancinha.

O piano sempre esteve presente em sua vida, uma vez que sua mãe era exímia pianista e suas tias também. No violão, seu grande mestre foi o professor Levino Conceição, que também foi professor de Dilermano Reis, na mesma época.

Casou-se com Floriano Geraldo Sampaio, que viajava de BH para o interior como inspetor de seguros.

Deixou sua amada Visconde do Rio Branco, onde era muito querida, por ser culta, inteligente e artista na qual acumulou saudades e muitos amigos leais.

Morou em Belo Horizonte, Campestre no Sul e Minas, onde nasceram quatro de seus cinco filhos vivos, Resende Costa, São João Del Rei, Lagoa da Prata, Rio Preto e novamente Lagoa da Prata.

Aqui chegou para aprimorar a arte que na cidade era incipiente e primitiva.

Deu aulas de Francês, Português, Música, Educação Moral e Cívica e fundou o coral da cidade.

Com seus filhos “Consolação”, “Toninho”, “Terezinha”, “Mariinha” e “Mariazita”, participando de inúmeros eventos como o “Mineiros Frente a Frente”, na antiga TV Itacolomi, do qual Lagoa da Prata sagrou-se vice-campeã, embora disputasse com inúmeras cidades de maior porte.

Compôs Hinos para quase todas as escolas da cidade. Hino de Lagoa da Prata, transformado em lei municipal, poesias, livros e muitas outras canções.

Recebeu a “Comenda da Inconfidência” das mãos do Governador Eduardo Azeredo, em Ouro Preto, dois meses antes de sua morte, talvez a última homenagem que recebeu em vida.

Muito religiosa, inteligente e culta, deixou saudades e com a sua morte, em 23/07/96, gravou-se uma lacuna na história cultural de Lagoa da Prata.

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